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Como evitar passivos trabalhistas na contratação de temporário

07/01/2026
Profissionais em reunião fechando acordo durante processo de contratação temporária, com foco em evitar passivos trabalhistas.

A contratação de trabalhadores temporários é uma prática comum em empresas que enfrentam aumento sazonal da demanda, projetos específicos ou necessidade de substituição de colaboradores efetivos.

No entanto, quando feita de forma inadequada, essa modalidade pode gerar passivos trabalhistas significativos, impactando financeiramente e juridicamente o negócio. Por isso, é essencial adotar cuidados específicos para garantir conformidade com a legislação e reduzir riscos.

Entenda o que caracteriza o trabalho temporário

O primeiro passo para evitar passivos trabalhistas é compreender o que a legislação define como trabalho temporário. No Brasil, essa modalidade é regulamentada pela Lei nº 6.019/1974, que permite a contratação por prazo determinado para atender à necessidade transitória de substituição de pessoal permanente ou ao acréscimo extraordinário de serviços.

O desvio dessa finalidade pode resultar no reconhecimento de vínculo empregatício direto com a empresa tomadora.

Contrate empresas de trabalho temporário regularizadas

Um erro comum é contratar mão de obra temporária por meio de empresas não habilitadas. Para reduzir passivos trabalhistas, é fundamental escolher uma empresa de trabalho temporário devidamente registrada no Ministério do Trabalho, com situação fiscal e trabalhista regular.

Além disso, recomenda-se verificar o histórico da prestadora, exigindo certidões negativas e comprovantes de cumprimento das obrigações legais.

Formalize contratos claros e completos

A formalização contratual é uma das principais estratégias para evitar passivos trabalhistas. O contrato entre a empresa tomadora e a empresa de trabalho temporário deve especificar claramente o motivo da contratação, o prazo, as atividades a serem desempenhadas e o local de trabalho.

Da mesma forma, o contrato do trabalhador temporário precisa estar alinhado às exigências legais, evitando lacunas que possam gerar questionamentos futuros.

Fiscalize o cumprimento das obrigações trabalhistas

Mesmo não sendo a empregadora direta, a empresa tomadora pode ser responsabilizada subsidiariamente por passivos trabalhistas caso a prestadora descumpra suas obrigações.

Por isso, é indispensável fiscalizar o pagamento de salários, férias proporcionais, 13º salário, FGTS e encargos previdenciários. Solicitar relatórios periódicos e comprovantes de recolhimento é uma prática preventiva eficiente.

Evite a equiparação com empregados efetivos

Outro ponto de atenção é evitar práticas que caracterizem subordinação direta ou tratamento idêntico ao dos empregados fixos. O trabalhador temporário deve exercer apenas as funções previstas em contrato e dentro do prazo legal.

Extrapolar o período permitido ou atribuir atividades permanentes aumenta o risco de reconhecimento de vínculo e geração de mais obrigações financeiras com os empregados.

Invista em orientação jurídica preventiva

Contar com o apoio de profissionais especializados em direito do trabalho é uma medida estratégica de prevenção. A assessoria jurídica auxilia na elaboração de contratos, revisão de procedimentos internos e orientação de gestores sobre a correta condução da relação com temporários.

A contratação de temporários pode ser uma solução eficiente e legal quando bem planejada. Ao adotar boas práticas, respeitar a legislação e manter controles rigorosos, a empresa reduz significativamente os riscos de passivos trabalhistas, garantindo segurança jurídica e sustentabilidade para suas operações.

Entre em contato com nossa assessoria e tire todas as suas dúvidas. Estamos prontos para oferecer soluções jurídicas personalizadas e eficientes para proteger os interesses da sua empresa.

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